Reles mortais, presente!

September 13, 2019

É bem verdade que a gente vive falando pra vocês saírem da zona de conforto, pra testarem tudo o que tem dentro do guarda-roupa. Afinal, não existe nada melhor do que o treino. Mas essa semana aconteceu algo comigo: me senti muito mal dentro da roupa que escolhi pra colocar. E aí que vim aqui contar um pouquinho da história pra vocês e também trazer minha reflexão sobre o acontecido.

 

Se vocês me acompanham lá no Instagram (clica aqui pra me encontrar, é grátis e sem compromisso!) e lerem os posts aqui do blog devem ter percebido que a semana que passou foi temática sobre os vários tons existentes de nude. Então me desafiei a usar essa cor, que é tantas vezes subestimada, de diferentes formas, durante sete dias. O passo número um foi buscar todos os itens nude que tenho dentro do meu armário. O segundo passo era pensar em como usar tudo aquilo. Na terça-feira deu uma esfriadinha aqui em Londres em pleno final do verão (um “frio” básico de 16 graus) e resolvi usar minha segunda pele nude rosadinha. Essa blusa rendadinha foi paixão à primeira vista, mais um item que paquerei por muuuuito tempo até comprar na liquidação. Certo, blusa escolhida - mas e aí?

 

Essa semana estamos falando bastante de um curso incrível que vai começar em breve, o #cornaomorde. Ainda restam algumas poucas vagas pra quem quiser começar na semana que vem (quem quer entrar põe o dedo aqui e manda um e-mail pra carol@assinaturadeestilo.com.br que já vai fechar!).

 

aproveitando a pausa para os comerciais, em novembro vai rolar mais uma edição do nosso amado Comprar Não É Pecado e podemos te avisar assim que as vagas forem abertas! Coloca aqui seus dados pra gente te avisar:

 

Voltando ao assunto, como #cornaomorde, resolvi usar minha segunda pele nude da forma mais colorida possível (afinal, sou eu, né? rs). Coloquei ela debaixo de uma blusa minha hiper coloridona de mangas bufantes - uma vibe super boho - com uma pantalona vermelha musa. Olhei no espelho e veio aquela vozinha chata me atazanar: “mas Patricia, renda com essa blusa colorida de mangas bufantes?”. Silenciei a entrometida respondendo: “sim, e vou assim porque eu seguro”. E eu gostei, olha aqui como ficou:

 

 

Roupa escolhida, hora de pensar no sapato. Como estava frio e tinha previsão de chuva, não pensei duas vezes antes de enfiar uma bota no pé (tenho uma vermelha e a escolha parecia ter sido certeira). Quando vesti a bota e me olhei no espelho me dei conta de algo: quando comprei essa pantalona resolvi fazer a barra dela pra usar com sandália rasteirinha. Algo me dizia que, ao longo do dia, eu teria dificuldade de segurar o look - mas resolvi encarar mesmo assim. Olhando a foto você pode achar que estou linda, que tá tudo certo (e está mesmo). Ou talvez você concorde comigo que bota não era a melhor opção ali. Mas só eu mesma pra saber que, ao andar com ela, a calça ia subindo e a bota ficava aparecendo quase que completamente. E essa sensação de estar com uma calça curta que não foi feita pra ser curta me fez me sentir muito mal. 

 

 

Eu culpei o tempo (“por que não poderia ter feito uma temperatura mais amena pra eu colocar minha rasteira?”), culpei a intuição que não segui (por que você não trocou o sapato se já tinha tido um sinal que não ia ficar legal?), culpei o desafio que me propus a fazer (tudo culpa do nude!), culpei a decisão de ter feito a barra pra usar com sapato baixo (você devia ter pensado melhor e deixado mais barra pra usar no inverno com bota), me culpei por estar me culpando (seja mais gentil com você, Patricia… essa calça é de meia-estação, você sabe que só usaria com sandália e sapato mesmo). A gente pira o cabeção, não é mesmo? Reles mortais, presente!

 

A verdade é que não existe errar. O fato de a gente pensar que errou vem carregado de questões internas nossas. Difícil lidar com o incômodo e deixar pra lá aquilo que fica martelando na cabeça, não é? Mas tem outra coisa com a qual a humanidade ainda tem dificuldade de lidar: o famoso “o que os outros vão pensar?”. E, ao arriscar num look, você se expõe a, talvez, ter que ouvir a opinião dos outros. Vou dar um exemplo: se você é uma pessoa que está quase sempre vestindo as mesmas cores e, de repente, começa a jogar uma cor aqui e outra ali, vai rolar comentário das pessoas que mais te conhecem ou até mesmo das que mal te conhecem. Nessa hora podem vir coisas que vão desde “nossa, como você está linda de vermelho” até comentários do tipo “chegou o molho de tomate”. E o que importa desse processo todo é o que você faz com a informação que chega - tanto a interna (você julgando) quanto a externa (os outros te julgando). Lindo seria o mundo se todas as pessoas conseguissem se tratar de forma amorosa, inclusive nós mesmas. E que a gente realmente não se importasse com o que os outros pensam, e sim, no que nós pensamos da gente. Mas, vez ou outra, a gente cai nessas armadilhas mesmo sabendo a teoria.

 

Tenho certeza que mesmo as pessoas mais confiantes colocam um look que as fazem olhar no espelho e questionar se gostaram mesmo daquilo ou não. O importante é o que você faz depois de encarar o dia dentro daquela roupa. Eu, por exemplo, escolhi o caminho de analisar o que realmente tinha rolado e pensar em formas de como repetir aquele conjunto de um outro jeito.

 

Às vezes, depois de muito vestir uma mesma roupa, chegamos à conclusão que algumas peças que temos no armário simplesmente não dão jogo. Fiz uma rápida entrevista com a Carol e pedi pra ela abrir o coração pra mim (e pra vocês) caso já tivesse passado por algo parecido. Ela me respondeu com fotos e algumas palavras: 

 

 

 

Segundo a Carol, o que mais incomodou nesses looks aí de cima foi a modelagem e o caimento das peças (tanto é que boa parte dessas peças ela nem tem mais). Mas ela usou, registrou e depois decidiu se curtiu ou não - ou seja - o que vale é o exercício.

 

E não, nenhum desses looks foi apagado da pastinha de looks que a Assinatura de Estilo tem no Pinterest (vai lá conferir). Porque não é demérito algum fazer um look, sair com ele, e depois chegar à conclusão de que não foi a melhor das ideias. Vida que segue e aprendizado que se absorve - porque sim, com o tempo a gente aprende a fazer essa análise, até pra não cometer os mesmos erros: foi a coordenação de cores que não tem a ver comigo? Ou a modelagem que é curta/justa/larga/clássica/moderna demais pra mim?

 

Buscar entender o que não rolou é fundamental pro nosso processo de autoconhecimento ser real, gradual e, de fato, evolutivo.

 

A gente escolhe a roupa que vai vestir todos os dias, não é gente? Então vocês devem concordar comigo que olhar pra esse processo é importante e urgente. Sair da zona de conforto no seu vestir significa que muitas vezes você vai se olhar no espelho e se sentir maravilhosa e, muitas vezes também, vai se sentir esquisita. Mas o mais lindo, na minha humilde opinião, é o caminho de autoconhecimento que você está trilhando: o de entender o que você conta pra si quando passa a se olhar de verdade no espelho e como recebe o que vem de fora. Uma coisa eu te garanto, você vai sair muito mais forte e mais foda se entrar nesse processo. 

 

Confie e continue aqui de mãos dadas com a gente!

 

Um beijo com colinho,

 

Pati

 

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