É tudo uma questão de treino

Quando vocês comentam que a dificuldade de se vestir é grande e respondemos dizendo que é uma questão de treino não é porque queremos agradar ou te dar colo. É a mais pura verdade. Senta aqui no sofá que tenho uma história nova pra te contar. Sentiu saudades de mim? Estou de volta das minhas férias ;)

Sobre meu problema sério com o inverno você já sabe. Mas quero contar que um dos motivos de sempre ter dito que não gosto do frio é que no fundo sentia que não sabia me vestir quando a temperatura baixava pra valer. Era só esfriar que meu dia a dia virava uma história de lamentações sem fim. Minha cabeça ficava presa à facilidade do vestir durante o verão porque, afinal, quando está quente parece muito mais fácil: a gente pega uma parte de cima, outra de baixo, joga um colarzão, uma sandália fofa e pronto. Você se identifica?

Aí que a vida aconteceu e vim parar nessa terra gelada onde reinam 8 meses de frio e precisei treinar de forma forçada. Quando comecei a pensar sobre o que escrever essa semana me dei conta de algo inesperado e que tenho sentido muito durante esses últimos meses. Eu me peguei levemente despreparada pra temperaturas quentes e não tenho dúvidas de que a razão desse sentimento é a falta de treino por ter perdido a prática de me vestir durante o verão. Sinto falta das camadas, da meia calça de renda, das minhas botas. De quebrar a cabeça em como coordenar minhas as mil peças de roupa com o casaco, com o cachecol, com o chapéu e com a luva.

Pra quem não sabe, sou de São Paulo - terra que tem um inverno bem punk comparado com algumas outras partes do Brasil. E sempre admirei a paixão louca que as pessoas têm por bota. Escutava a galera dizendo que não via a hora de esfriar pra colocá-las na rua. Gente, pra mim botas simplesmente não desciam. Talvez naquela época a gente não tivesse tantos pares lindos pra desfilar, não me lembro bem. Mas pra mim, colocá-las no pé era só em dia de chuva ou de frio “extremo”. Eu me olhava no espelho com elas e me achava esquisita, o oposto de sexy. Então lembro que passava pelo menos três meses sofrendo por não poder colocar roupas leves e sandalinhas nos pés. Eu reforçava todo ano a ideia de que odiava o frio e, consequentemente, de me vestir no frio. E então eu passei a acreditar nisso.

Quando cheguei aqui passei os primeiros meses sofrendo com as roupas erradas que tinha trazido do Brasil e tentei (e ainda tento) manter todo meu colorido aparente e pezinhos descobertos como forma inconsciente de protesto. Mas não rolou e precisei mudar. E precisei treinar pra me vestir de outro jeito. Precisei aceitar que aquela era minha realidade e aprender a usar camadas e acessórios que me mantivessem quentinha. Eu podia ter continuado na vibe ruim de que se vestir durante o inverno é um saco, mas escolhi encarar o desafio de aprender pra me sentir mais segura.

O mais complicado, na verdade, foi que obviamente precisei parar de fugir das botas. Entendi que as botas são a melhor coisa que uma pessoa pode ter no armário durante os meses de escuridão: elas são como o abraço de um urso fofinho e um aconchego gostoso numa época de tanta fragilidade.

Estou aqui tentando entender qual foi o momento que me deu esse clique, mas acho que na verdade esse dia não existiu. Tenho a sensação que comprei a minha primeira bota e, de tanto usar e treinar com várias coisas diferentes, passei a gostar dela. E aí no inverno seguinte apostei em outra. E no terceiro inverno investi numa que vem até o joelho e que me faz sentir muito sexy - algo que não faz muito parte do meu estilo, mas é a pitada que preciso para me sentir quentinha e não tão coberta já que adoro uma minissaia.

Então no alto dos nossos atuais 25 graus me pego com saudades do meu casaco vermelho, da minha botinha “over the knee” e da maquiagem que passa o dia praticamente intacta no rosto. Sou brasileira, minha tropicalidade vem do coração e isso nunca vai mudar (venha aqui ler sobre minha paixão pelo colorido). Mas esse texto todo é minha carta de confissão: hoje assumo que amo o verão durante as férias, adoro a claridade, as folhas verdinhas, a liberdade de não me sentir refém de mil e um acessórios. Só que de tanto treinar e ter ficado craque nessa montagem toda que é se vestir no inverno assumo que hoje me sinto mais segura e criativa do que nunca durante a época gelada. Ponto pra força de vontade, não é mesmo?

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Um beijo grande e bom final de semana,

Pati

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