Se a vida não te der laranja, o que você faz?

Primeiramente gostaria de me apresentar.

Prazer, eu sou a Pati. Tenho, assim como a Carol e a Carlinha, um longo histórico de carreira no mundo corporativo antes de ter me tornado consultora de estilo. Prometo que vou falando um pouco mais de mim ao longo do tempo, mas o que acho válido dizer no momento é o seguinte: moro em Londres com meu marido e filho, e minha vida virou de cabeça para baixo (no bom sentido) desde que vim para cá. Fiz minha formação com as meninas da Assinatura de Estilo há quase dois anos - sou a filha mais velha delas - e a partir desse mês passo a integrar a equipe dessas duas queridas por quem tenho tanta admiração <3.

Agora quero te contar uma história. Pergunte para qualquer pessoa o que ela pensa quando lembra de mim e das minhas roupas. Você provavelmente vai ouvir: “ah, a Pati é muito colorida”. E é verdade, eu sou mesmo (deu pra ver pela foto, né? haha!). E sempre fui daquelas que não economiza nem no contraste, nem na intensidades das cores. É pra botar cor? Então coloco mesmo!

Concordo quando dizem que as cores que a gente veste têm muito a ver com nosso humor numa determinada fase da vida. Já fui muito mais colorida do que sou hoje e acho que minha vida em Londres deixou minhas escolhas um pouco mais cinzentas (#grazadeus que o cinza está na minha cartela, haha!!!). Mais do que isso, penso que as cores que a gente coloca no corpo falam muito do quanto a gente se conhece. Você vai testando, testando e, sem perceber, acaba se dando conta com o passar do tempo quais são aquelas que mais funcionam. Mas a gente comete deslizes, bate cabeça. Tipo aquele namorado que você gosta, mas sabe que não é o cara certo. Sabe? Então hoje estou aqui para contar sobre o meu romance com o laranja.

Sempre fui ligada em moda e já tinha vontade de passar pelo processo de consultoria de estilo quando essa ferramenta ainda nem tinha a notoriedade que tem hoje, tipo uns dez anos atrás. Mal sabia eu que era justamente a análise de cor - que é uma das etapas da consultoria - que mudaria minha vida.

Finalmente tive uma consultora para chamar de minha e na segunda etapa do processo recebi a notícia: “Pati, você é inverno. Sua pele é fria e seu subtom de pele é rosa. Você tem um alto contraste e seus traços são intensos”. Entendi muita coisa naquela hora só de olhar as minhas cores da cartela. Eu sou muito intensa mesmo e minhas cores favoritas sempre foram tão intensas quanto. Vi o roxo, vi o rosa, vi o vermelho, tinha preto, tinha branco. Vibrei de alegria! Meus olhinhos continuavam a percorrer a amostra de cores quando hesitei por um momento. Onde estava o laranja? Não tinha laranja na minha cartela. Ó céus!

Eu curto me desafiar. E na minha cabeça a cor mais ousada que eu podia escolher dentre todas sempre foi a laranja e é por isso que sempre curti colocá-la no meu dia a dia - afinal, ousadia era a mensagem que eu queria passar. Mas com o passar do tempo fui percebendo o que eu parecia não querer enxergar: que o laranja ressalta meus olhos cansados, minhas manchas na pele e minhas marcas de expressão. E me dei conta de que os aspectos que mais me incomodam no meu rosto passaram a gritar comigo. Um dos contrapontos que eu tinha, por exemplo, era que o verde da blusa que arrematei num brechó durante a minha consultoria (e que obviamente era da minha cartela) não só me deixava com um brilho inexplicável na pele como também arrancava elogios das pessoas.

Saber qual é minha cartela de cores e dominá-la ainda é um exercício de autoconhecimento para mim. Os frutos do meu longo namoro com o laranja são um bronzer, um batom, brincos, um colar e uma sombra. E veja bem, falei no presente. Isso quer dizer que não me livrei de nada, apenas me adaptei. Usei laranja por meses a fio até que finalmente entendi o que tinha para entender. As blusas alaranjadas foram ficando pelo caminho e nunca mais comprei uma sequer daquela cor. As cores estão aí para nos ensinar e eu realmente aprendi muito. Aprendi a ousar mais em outras coisas: nos contrastes, por exemplo (adoro roxo com amarelo). Também uso bastante o ponto de cor, coloco o laranja no pé, na pulseira e na flor do vestido bonito.

A análise de coloração pessoal não existe para aprisionar, e sim, para servir de referência. É uma técnica que vai te trazer o conjunto de cores que harmoniza melhor com a sua beleza, como se a sua cor de blusa desse continuidade às cores que você já tem no rosto. Tipo #juntaseshallownow, sabe?

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Eu arriscaria até a dizer que a análise de coloração pessoal é a porta de entrada para entender mais do seu próprio estilo. E passar a usar as cores da cartela é um processo, não é uma mudança radical que acontece da noite para o dia. Quando você sabe quais são as cores que te valorizam, você passa a valorizar o que você tem de melhor. E isso não é lindo?

Verdade seja dita: a gente meio que já sabe as cores que funcionam para a gente. O vermelho da minha cartela sempre me fez sentir poderosa. Quando coloco meu batom roxo, sempre tem gente me perguntando a cor e a marca dele. E apesar de já ter ouvido de muita gente que o azul marinho me apaga por ter cabelos castanhos, juro que não tem cor alguma nesse mundo que me deixe com mais cara de saudável. Aliás, tome cuidado com essa história de que morena não pode usar azul marinho e loira não pode usar amarelo. Para saber o que combina com você só mesmo fazendo sua análise de coloração pessoal.

Pode ser que de cara você não ame sua cartela. Mas você pode encontrar a sua cartela dentro da sua cartela. Sabe? Quando sabemos quais são as cores que nos favorecem facilita muito porque entendemos que não é que não pode mais usar mais rosa de jeito algum. Dá pra usar algo rosado no look ou até mesmo buscar um tom de rosa que ajude mais.

Como disse no começo, hoje não sou mais cliente e atuo como consultora. E acho incrível quando descobrimos a cartela de cor de uma cliente e ela diz: “olha essa cor, eu amo essa cor!”. Mas minutos depois ela se questiona onde está, por exemplo, aquele amarelo que ela adora e que não tem na cartela dela (e volta dizendo - diferente de como foi comigo - que é por isso que não consegue usar aquela blusa “raio de sol” da qual tanto gosta). Sempre passa um filme na minha cabeça.

Não ter a cor que você gosta na sua cartela significa que você não pode usá-la? Claro que não!

Como eu disse, a análise de coloração pessoal é para ser seu guia, sua ferramenta de auto-observação e autoconhecimento. E também dá para aprender a burlar a cartela, fique tranquila! Aliás, esse é um dos grandes benefícios de passar pela análise de coloração pessoal: entender esse sistema de cores e, portanto, como fazer pra dar aquela volta nele, sabe como? rs

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Então se a vida não te presenteia com a cor laranja na sua cartela de cores, o que você faz? Posso falar por mim: eu entro num vestido que amo, passo meu batom laranja conscientemente, taco meu óculos escuro para esconder minhas olheiras e saio feliz da vida ;)

Agora queremos saber qual a SUA cor da ousadia. Aquela você usa pra aparecer, pra causar, pra brilhar... conta pra gente?

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