Vale Quanto Pesa?

June 18, 2018

(post originalmente publicado em 15/6/18 no www.mepoupenaweb.uol.com.br)

 

Se você não vive em Marte deve ter se deparado com um vídeo que viralizou nas redes sociais nas últimas semanas falando sobre quanto custava cada peça de roupa que compunha o look dos entrevistados.

 

Muita gente ficou chocada com os valores (a gente confessa: nós também!), mas o fato é que não dá pra simplesmente julgar e dizer que as pessoas que gastam esses valores em peças de roupas são umas irresponsáveis – afinal, nós não sabemos quanto elas ganham nem como elas ganham o dinheiro que elas gastam.

 

Agora, o que a gente pode te dizer é: preço é diferente de valor.

 

Preço é o que vem na etiqueta. Valor é o que você adquire junto com a peça de roupa que você está comprando.

 

Ou seja, um cinto que custa R$ 9.000,00 pode ter muito ou pouco valor. Vai ter muito valor se junto com ele você adquire coisas que sejam importantes pra você, como status, beleza, informação de moda, praticidade... etc. - valor pode ser qualquer coisa que seja importante pra você. Agora, o tal cinto não vai ter valor nenhum se você só estiver comprando (e pior, se endividando) só pra ter algo que geral tem e tentar se encaixar numa rodinha.

 

Por exemplo: uma bolsa de R$ 12.000,00 de uma grife europeia super conhecida, com um design tal que a eleve a obra de arte, que vai durar a vida toda e que vai ser passada para a próxima geração pode ser um bom investimento – se você for uma pessoa que valoriza esse tipo de coisa (bolsa, grife, obra de arte, produtos que durem tanto que podem ser passados para seus filhos e netos) e, claro, se você puder pagar sem se enforcar. Ela te traz valores junto com ela que são importantes pra você.

 

Agora, se você é daquelas pessoas que enjoa fácil de um item e que não consegue se apegar a marcas, nem que você tenha todo o dinheiro do mundo faria sentido você comprar a tal bolsa. Neste caso, ela não vale tanto assim na sua vida, entende?

(nota: existe até um indicador econômico baseado em bolsas de grife e que muitas delas, principalmente as mais raras, se valorizam ao longo do tempo e que, se bem conservadas e guardadas em sua embalagem original e com nota fiscal, podem ser revendidas no futuro com lucro – tipo obra de arte mesmo!)

 

Pensando em preço e valor, também vale a pena lembrar que nem sempre coisas caras são coisas boas – e que nem tudo o que é barato é de baixa qualidade.

 

A gente já falou aqui da brusinha de 30 conto que você usou uma vez e teve de encostar porque ela praticamente desmanchou depois de lavar. Também já falamos da brusinha de 10 real que você comprou junto com outras 9 e nunca usou (cadê valor aqui? Ninguém sabe, ninguém viu, sumiu!). Essas peças, apesar de terem um custo absoluto baixo, não tem quase valor nenhum pra você e, por isso, acabam sendo muito caras. Sacou?

 

Já uma peça que você usa muito (tipo toda semana) e te faz se sentir bem usando (física e emocionalmente falando – você se sente confortável o dia todo nela, se sente poderosa, bonita, bem representada) tem um valor alto, independentemente do preço (e aí se esse preço cabe ou não no seu bolso é outra história, que somente você vai saber dizer).

 

Ou seja: não tem resposta fácil, pronta. Tem que fazer conta, pensar estrategicamente, avaliar o que aquela peça vai trazer de valor pra você. Uma peça que custe R$ 250,00 que você acredita que vai usar muito e que vai durar bastante é uma boa escolha (se couber no seu bolso). Já uma peça que custa R$ 40,00 e que você não vai usar muito (ou que você nem gostou tanto assim) já não parece ser tão interessante. Percebeu o raciocínio?

 

Beijo grande,

 

Carol e Carlinha.

 

 

 

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